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May 17 CONTRA OU A FAVOR DO DESARMAMENTO?Depois de ver uma entrevista com a Cora Ronai na TVE, onde ela falou a respeito de um livro dismistificando textos, enviados pelos internautas, atribuídos a autores famosos, já estou em dúvida se o Veríssimo teria assinado este... Como veio com o nome dele, continua...
No meu caso, já conheço o texto, mas a gente gosta e vai passando pra frente. Dessa vez, ainda assombrada pelos recentes e lamentáveis acontecimentos em São Paulo, repensei sobre a minha interpretação na primeira leitura e resolvi postar no blog. VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA O DESARMAMENTO?
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente. Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara! Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo. Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.... Luís Fernando Veríssimo
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